As luminárias do ateliê Adriana Yazbek foram desenvolvidas a partir de técnicas autorais, aprimoradas ao longo de anos. São feitas de estrutura de metal com pintura eletrostática, revestidas de tecido e Kozo – o papel japonês mais antigo do mundo, utilizado até hoje por sua excelência e incrível capacidade de difusão de luz, resistência e durabilidade. São fruto de um espírito de experimentação. Vários são os caminhos da invenção, às vezes elas são desenhadas, às vezes surgem como imagens fugidias na mente – pistas discretas – enquanto a vida acontece. Outras vezes nascem a partir dos próprios objetos do ateliê que vão mudando de funções e ganham outros contornos e sentidos. Armações de luminárias empilhadas tornam-se altas colunas. Tecido e papel deixam de ser planos para se converter em elementos construtivos tridimensionais, dando forma a ‘novos’ materiais. A surpresa é um elemento fundamental dentro deste inventar.
O papel de fibra de kozo é um dos melhores papéis do mundo – é, historicamente, o papel dos artistas, das gravuras, dos restauros. Textos sagrados budistas – sutras – com esta idade, encontram-se absolutamente intactos, sem nenhum indício da ação do tempo. É naturalmente alcalino, o que garante a proteção contra o ataque da maioria dos fungos e bactérias. Sua fibra vegetal longa, permite que haja um entrelaçamento sólido entre elas conferindo grande resistência e durabilidade ao papel. Além de todas estas qualidades, a extração da fibra é feita por meio de uma poda anual do arbusto – kozo -, que preserva sua integridade, garantindo assim, um processo produtivo sustentável.
O kozo é também conhecido por sua excelência e incrível capacidade de difusão da luz e por isto é muito usado em luminárias. A qualidade da superfície difusora permite que a luz se espalhe sem ofuscamento, de forma suave e grande alcance.
Foto: Marco Antônio.